ILUMINAÇÃO
Texto
de Jorge Mendes
A técnica da iluminação, dentro do ponto de vista histórico
foi o último elemento a ser introduzido no teatro, hoje exerce múltiplas
funções no espetáculo teatral. Iluminar uma cena não
é apenas clarear o palco. A função da luz no espetáculo
teatral é: Adicionar espaço – quando usada devidamente
em pontos estratégicos e cores específicas. Criar profundidade,
clima (ações intimistas), contraste, medo (contra-luz) e em
especial – mudanças de emoção (mutações
cênicas de acordo com a cor específica para acentuar os estados
emocionais).
Do ponto de vista estético, quando usada devidamente pela textura, pela cor, pela intensidade, ela pode propiciar uma atmosfera específica, embelezando e contribuindo para acentuação do espaço cênico.
Além de indicar a idéia de ambiente exterior, consegue também mostrar determinada hora, de acordo com a fusão da luz branca e amarela, e, no pôr do sol, diluindo com alguma porcentagem mínima do vermelho. A luz pode ajudar no ritmo de um espetáculo quando utilizada na mutação rápida e na lenta.
Em alguns momentos, uma luz focada diretamente no ator consegue mover o olhar do espectador, propiciando uma atenção especial sobre esse campo focal.
A
tecnologia, aliada ao computador, consegue hoje que o ator carregue no bolso
um sensor permitindo que o foco de luz o acompanhe onde ele estiver no palco.
E mesmo diante de tudo isso é necessário dizer que não
basta apenas a tecnologia, mas, um projeto de luz, cenografia adequada e uma
sonoplastia que complemente a construção
de um espetáculo.